Aproveitamento de energia renovável - Energia Solar

América Latina constroi outro capital energético
Por Marcela Valente

Buenos Aires - A Argentina constroi sua primeira geradora elétrica solar na província de San Juan. O projeto prevê a fabricação de paineis fotovoltaicos para abastecer o resto do país e os demais sócios do Mercosul. O projeto argentino é pequeno. No México, avança um plano para chegar em 2012 com 25% da eletricidade proveniente de energias limpas e renováveis, principalmente eólica. E o Brasil incentiva o desenvolvimento de fontes como solar, eólica e maremotriz, que aproveita as ondas marinhas.

“A humanidade está em uma viagem sem retorno. Não podemos continuar dependendo de combustíveis fósseis porque são caros, acabam e têm custos altíssimos pelas emissões de dióxido de carbono que causam o efeito estufa”, disse ao Terramérica o presidente da empresa pública Energia Provincial Sociedade do Estado, Francisco Alcoba, de San Juan. Nesta província andina começa a construção da Usina-Piloto de Geração Fotovoltáica San Juan I que, com 4.898 paineis solares alcançará uma potência máxima instalada de 1,2 megawatts, a ser vendida ao sistema elétrico nacional interligado. Este país de aproximadamente 40 milhões de habitantes tem capacidade elétrica de 22 mil megawatts.

A Argentina “tinha projetos isolados de aproveitamento da energia solar mediante paineis em áreas rurais onde não chega a rede elétrica, mas a nossa é a primeira usina de produção do país e da América do Sul”, disse Alcoba. O governo de San Juan decidiu aproveitar as condições naturais da província, cujo céu é claro a maior parte do ano. Além disso, os solos de San Juan são uma fonte natural de quartzo de boa qualidade, de onde se extrai o silício, matéria-prima dos paineis solares.

No dia 5 deste mês, foi assinado o contrato de construção entre o governo provincial e a União Transitória de Empresas (UTE) Comsa Argentina - Comsa Espanha, ganhadora da licitação. As autoridades querem que este parque solar, na localidade de Ullum, se converta na base de um polo de pesquisa e desenvolvimento, podendo servir inclusive ao Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Um contexto legal nacional estabeleceu benefícios fiscais e outros incentivos para promover o desenvolvimento de fontes alternativas, com o propósito de fornecer 8% da demanda elétrica até 2016.

Como parte dessa política, está em andamento a licitação de projetos de fontes limpas. À energia solar foi dada uma quantidade não menor que 10 MW e, segundo Alcoba, já há ofertas por 22,5 MW para instalação também em San Juan. A Argentina marca uma tendência tímida mas firme em direção a uma produção mais limpa, que coincide com a Iniciativa por uma Economia Verde, lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em resposta à crise financeira mundial.


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